Home
GALLERY
Blog
Links
Spain
Luso Mundo
2007 REVIEWS
2000 - 2006
THE 90´s
THE 80´s
BLACK n WHITE
PRESS RELEASE
INTERVIEWS
WORLD WIDE
BARCELONA
GALLERY 1
NEWS LETTER
CONTACT
MASTER MIND
PASSION PLAY
LIFESTYLE
FINE ART
SIGLO 21
CONTEMPORARY
SOUL FIRE
PT. NEWS
COMMUNICATION
PICASSO'sAFFAIR
Artes Plasticas
MUNDO GALICIA
ARTE FACTOS
EXPRESO
FINE ARTS
B B ALBUM
New Solutions
Spiritual Light
B GENERATOR
TEEN TIMES
LIVING JOY
Stairway2Heaven
SPACE
NIGHT GOSPEL
INTUITION
NIGHT WITS
MIND EXPLORER
ART METAPHORS
VISUAL ARTS
L I V E
NEW LINE
ATLANTIS
PORTRAIT
COLORS UPDATES
BURNING FLAME
NEW ERA
TRIAL BY FIRE
ART TIMES
AMSTERDAM
ART REVIEWS
WINDSofCHANGES
PERCEPTION
STUDIO 1
STAGE TIME
ART DEALER
HEARTBEAT
ART MAKER
JOURNAL
THAT'S LIFE
AFTER MIDNIGHT
MASTERPIECE
D SILENCE
Weekend Report
V I S I O N S
FREE SPEECH
ART EXPRESS
IMAGINATION
FREE
10 YEARS AFTER
LIFE NEWS
ART LIFE

STUDIO - ART - ANTONIO PESSOA
Luso Mundo
Image
   
   

                                   EXPO - António Pessoa 2007
                              Casa da Calçada Relais Châteaux
                                     AMARANTE . PORTUGAL
 
                                        tel 00351 . 255 410 830
                                  ffafonso@casadacalcada.com
                                     www.casadacalcada.com´
 
                                  Sobre a Época Romântica
 
 
    Esta exposição de pintura de António Pessoa na cidade de Amadeu de Sousa Cardoso , Amarante ; e em tão magnifico espaço que é a Casa da Calçada.Relais Châteaux,envolve todo este evento
patente ao público desde o dia 12 de Maio até 12 de Agosto 2007,
numa atmosfera de sonho e magia,não para fazer de conta mas sim
porque é efectivamente verdade,vale a pena experimentar tanto por um acto de simples lazer e contemplação num encontro directo com o que melhor se faz em Arte e Cultura,como eventualmente na feliz
oportunidade de adquirir uma obra de valor artistico indiscutivel e de
valor comercial vertiginosamente ascendente.
   Expo - António Pessoa 2007 com diversas exposições já marcadas
em Portugal,incide a sua seleção de obra na retrospectiva ainda não só necessária como justa e pontualmente imprescindivel,da Época Romântica,1997-2002,talvez,quem sabe,uma das últimas oportunidades para o público e muito particularmente os colecionadores de arte portuguêses terem a derradeira possibilidade
de uma razoável acessibilidade a obra de um periodo histórico na vida e na carreira do artista.
   Parece-me justamente oportuno referir que alguma obra da Época Romântica pode ser visualizada em www.antoniopessoa-art.com
   E as razões que me levam de uma forma,penso eu,tão natural e descomprometida a fazer este tipo de sugestão,estão obviamente relacionadas com o mega-projecto Worldwide,o qual embora ainda a dar os primeiros passos promete e justamente promete para cumprir
um conceito de expansão e comunicação absolutamente internacional,decididamente contemporâneo e impulsionado por toda uma força vital da qual eu próprio não me excluo,mas do qual fazem parte um sem número de colaboradores tanto europeus como americanos,os quais ao longo dos últimos três anos têem vindo a interessar-se de uma forma curiosamente repentina e até unânime,
pelo fenómeno chamado António Pessoa.
   E é precisamente nesta linha de raciocinio que tudo leva a imaginar
que muito mais cedo do que muitos ainda se atrevem a pensar,a obra da Época Romântica ( ou,melhor dizendo,o que ainda vai sobrando do cada vez menos monumental lote de unidades pictóricas...),vai certamente atingir um nivel de reputação de tal
envergadura o que me leva a deduzir que adiantar mais do que isto,seria fazer pura futurologia,exercicio a meu vêr muito pouco adequado dado as oscilações do mercado e muito francamente até do próprio mundo global.
   Unicamente com o intuito de citar alguns exemplos de obras que
por questões de esmero técnico,momento criativo,qualidade pictórica,conservação,dimensões e obviamente pelo interesse geral que têem vindo a despertar quer pela temática,por simples e inexplicável quimica e não esquecendo a mais ou a menos abordagem que Jacob Kotsky e outros criticos de arte têem dedicado a cada uma obviamente dependendo também de um certo critério pessoal e de uma válida análise subjectiva;
   Quadros como "Retrato de Pablo Picasso"1999, "Talking to the Angels",2002,"Spinster",1999, "Bette Davis eyes",1999,"Human Birds",2002 , "Two Mermaids",1999, "The Calvet family",2001 e porque não "Woman to Woman",de 1999...entre muitissimos outros,
são obras da Época Romântica de António Pessoa,naturalmente ainda não vendidas por retenção de Vicente Fernández Lago, como pelos preços elevados que lhes foram quase predestinados...que
muito segundo a mais lógica da lei das probabilidades vão tornar-se
verdadeiros e eternos mitos da Época Romântica no circuito da arte
moderna e contemporânea internacional,dentro de muito pouco tempo,segundo as previsões dos mais entendidos.
   Esta Primavera e Verão,enquanto o artista continua a dar à luz novas opções visuais e comunicativas da sua mais recente corrente
artistica que se tem vindo a popularizar sob o titulo The New Era;e
Worldwide promete dar entrada na Via Láctea do Universo da arte contemporânea ,Vicente Fernández Lago e a sua reduzida mas esmerada equipa de colaboradores,tem o prazer e a satisfação de fazer a vontade ao artista e divulgar,esperemos que eventualmente muito mais do que até à data,a obra do autor no seu país de origem.
   Precisamente a exposição na belissima e encantadora Casa da
Calçada Relais & Châteaux , é um dos eventos entre outros que vão
determinantemente marcar nesta Primavera e Verão,a presença de
António Pessoa em Portugal.
 
 
              Luis Santiago
Image
   
   
       Casa da Calçada . Relais & Châteaux
 
               AMARANTE ~~ PORTUGAL
                    tel . 00351 . 255 410 830
 
                  ffafonso@casadacalcada.com 
 
                       www.casadacalcada.com
 
 
   Exposição de pintura de António Pessoa,na Casa da Calçada . Relais& Châteaux,inauguração dia 12 de Maio 2007 pelas 19:00 e patente ao público até 12 de Agosto,2007.
   Retrospectiva da época Romântica,1997-2002,realizada em Vigo,Galiza e uma das mais importantes colecções do artista.
   Por muito estranho e até exaustivo que possa eventualmente dar a entender,nunca é demasiado desenvolver novas abordagens em jeito de mera análise e se assim o desejamos até de contínua investigação,sobre a mundialmente badalada Época Romântica de António Pessoa,que como é do conhecimento geral consta de um espaço de tempo entre 1997 e 2002.
   Informa-se repetidamente porque nunca é demais salientar,que estes cinco anos são de especial relevância primordialmente pelo calibre de super-produção a qual efectivamente a distingue e a destaca de tudo quanto foi feito em tão reduzido espaço de tempo por artistas de todas as nacionalidades nos últimos cem anos,com excepção de uns poucos,designadamente Pablo Picasso,Salvador Dali,Jackson Pollock,DiegoRivera e talvez Fernando Botero.
   Infelizmente,apesar do grande desenvolvimento técnico,estético e até filosófico-criativo que António Pessoa tem de facto demonstrado desde 2003 até aos dias de hoje,é bastante improvável que o artista português volte a repetir semelhante proeza,pelo menos em termos quantitativos.
   De facto a Época Romântica de António Pessoa vai-se tornando mais famosa e mais consagrada justamente em proporção aos anos que nos separam do fim da mesma,por variadissimas razões mas essencialmente pela quase sobre-humana abundância de unidades pictóricas,sejam desenhos,aguarelas,acrílicos sobre papel,collages,toda uma infindável gama de técnicas mistas e claro,a grande obra por excelência,óleos sobre tela,centenas dos quais de grandes dimensões.
   É de sublinhar a satisfação que todos partilhamos com esta mostra
de pintura de excelente qualidade,particularmente tratando-se de uma das mais belas cidades portuguêsas e sem minimizar a felicidade do artista em saber a sua obra uma vez mais disponivel para o público nacional.
 
     
     Luis Santiago
 
Image
   
   
               Atlantis,Vigo - A Época Romântica
 
 

   António Pessoa consegue um mega espaço não muito longe de Vila Nova de Cerveira,rodeado de bosques e dos bons ares da natureza com uma espectacular vista e bons vizinhos,rústicos mas de boa fé.
   As suas visitas a Cerveira ao principio assiduas tornam-se cada vez menos frequentes.De algum modo a ideia que tinha da terra de facto aos seus olhos acabou por não corresponder às expectativas.
   Alguns meses mais tarde António Pessoa descobre aquele que vai ser
o estudio Atlantis,justamente em frente à praia do Samil,Vigo.Este vai ser durante cinco maravilhosos anos o seu atelier,casa e paraíso celestial.
   Vigo oferece-lhe aquilo que o Porto nunca teve, a capacidade de conceder-lhe"La Fiesta de la Vída",alegria,noites escaldantes,"La Movída" espanhola e amigos para toda a vida.Neste ambiente,acaba por reencontrar-se e e neste ambiente se inspira para concretizar efectivamente a sua mais intensa e frenética epopeia plástica.
   A Época Romântica!
   Ainda que a principio dilacerado pelo estado obsoleto em que a arte galega se tinha deixado adormecer,António Pessoa de alguma forma sabe superar esta realidade concebendo novas e mais contemporâneas versões imprimindo-lhes o exotismo necessário e a sexualidade ainda que sabiamente camuflada,adicionando os seus próprios ingredientes e especiarias através de uma culinária plástica estranhamente híbrida e ao
mesmo tempo concentrada num modelo de linguagem e expressão artistica globalmente uniforme.
   Parece-me oportuno mencionar que António Pessoa,sempre fazendo justiça à sua reputação e cada vez mais igual a si mesmo,mesmo dando-se o indiscutivel caso de não ser de seu estilo fazer qualquer tipo de cedências,é e sempre tem sido sintoma da sua natureza como artista e comunicador,ir ao encontro do público utilizando uma linguagem plástica compreensivel.
   António Pessoa,um pouco em jeito de graça,conta que certa vez o
Prof.Eduardo Calvet de Magalhães,fundador da escola e galeria Árvore do Porto,lhe disse directamente"você ,António Pessoa,é um pintor maldito,
sabe o que as pessoas gostam e dá-lhes!"
   Há de facto uma mais que certa verdade nesta afirmação,seja com retoque ou com mais ou menos subtileza,o certo é que o artista sempre
aplaudido por muitos e criticado por poucos,toma desde o inicio da sua carreira esta posição tipicamente Hollywoodesca,não tanto por calculismo adquirido mas sim de facto por natural genética tendência levando-o a
absorver e logo e por conseguinte a espelhar as sugestões culturais,sociais e ambientais que mais lhe estão próximas.
   De bom presságio,esta caracteristica da sua natureza,vistas bem as coisas,de facto tem-lhe trazido mais beneficios que desvantagens.
   António Pessoa,qual Camaleão,ainda que sempre patente o selo do seu
estilo de pose,jeito e pincelada,muda de temática como quem muda de camisa,esgotando todas as possibilidades e mais importante não permitindo que o tédio de maneira nenhuma invada o espectador,como um longo desfile de obviedades de nos fazer dormir e bocejar por mais.
   E é com estas e com outras que a partir de 1996,um artista luso entra em Espanha e sem muito hesitar,começa a deitar cartas na mesa.
   Conhece o galerista Carlos Alvarez,quem se apaixona imediatamente pela sua pintura,Alpide Villa Rodriguez,um dos maiores coleccionadores de arte em toda a Galiza,Faustino Moiños ,um jovem mecenas à maneira e por então dono do charmoso pub-galeria Pianíssimo...onde António Pessoa para além de expôr e bem vender as suas obras,encantava a noite viguesa com a sua soltura e sentimento musical no piano de cauda
que hoje tem a sua assinatura...
    ...e finalmente,aquele que viria a ser o administrador da obra de António Pessoa em Portugal e norte de Espanha,Vicente Fernández Lago.
   Em 1998 Fernández Lago patrocina um dos mais importantes,controversos,originais e eruditos catálogos do artista português.
   The Black and White album ou El album Blanco y Negro.Uma primorosa
selecção de cerca de 300 desenhos,grafite e carvão sobre papel,nos
quais o artista decididamente revela ao público as suas capacidades
técnicas e de pura expressão visual,plus um calibre de qualidade só
testemunhado nos esboços de um Leonardo DaVinci,Salvador Dali,Pablo
Picasso,Matisse e Rembrant.The Black and White album despertando na altura um considerável interesse,acaba por obter ao longo dos últimos anos o aplauso entendido da nova geração de criticos de arte,nomeadamente Marc Gilot,Anneke Frenken,Carol Damisch,Arturo Bermejo,Isabel Lostal,Ariana Martínez,Ulrike van Brug,Arthur Zimmerman,Carmen Olaya,etc...
   Escusado será mencionar Jacob Kotsky,já que para além de amigo pessoal do artista,é sem sombra de dúvida o maior entendido em tudo o que diz respeito a toda uma ampla dimensão envolvendo o personagem,vida e Obra de António Pessoa.
   Inocentemente,em 1998, o artista português acabava de provar que na sua Obra não há truques nem camuflagens tecnológicas,não por sistema e dedididamente jamais por necessidade ou falta de técnica e talento.
   Com o album Blanco y Negro,António Pessoa em terras de Espanha colhe um eco muito mais além das suas próprias expectativas,afirmando-se como "Maestro",como um dos últimos dinossauros do prestigioso conceito da velha e tradicional Escola das Belas Artes!
   No entanto e apesar de que as criticas ao The Black and White album não pudessem ter sido mais favoráveis,em termos de vendas reais não
foi grande coisa.Os coleccionadores continuavam a preferir os óleos sobre tela,seja por snobismo,por tabu ou por puro investimento.
   E uma vez mais,neste campo de,digamos,matéria prima,António Pessoa
estava no seu elemento,domínio e território.
   Aproveitando as lendas e mitos celtico-galaicos,declara uma feroz guerra às telas em branco  plasmando contos e histórias onde "meigas",
corcundas,gaiteiros,duendes,arlequins,frades e monjas,fantasmas, anjos e arcanjos coexistem num todo alegórico e cinemático.Ao emaranhar assim o verossimilhante e o fantástico,António Pessoa vence,conquista,convence e encanta,pintando e dizendo que as fantasias estão irremediavelmente entranhadas no mundo factual e é absolutamente inútil e contraproducente separá-los!
   Agora sim,em óleo sobre tela,António Pessoa já não necessita de mais argumentos e Galiza recebe-o de braços abertos ,em vendas,status social,prestigio e devoção.
   António Pessoa em 2001 e já casado com Irene Luz Iglesias Dona,já é cidadão espanhol,artista português e património galego!
 
  
  
                                 Anabela Tavares
 
Image
   
   
               Alfredo Moreira - Porto . Algarve
 
                         Os Anos Dourados
 
 

   Para todos os efeitos,pensem e digam o que disserem,a grande verdade
é que foi em Portugal e muito particularmente na cidade do Porto que o jovem artista António Pessoa marca o golo da tranquilidade e do dia para a noite passa a regime de pintor profissional.Dito e feito,tiro e queda.
   O artista conhece Alfredo Moreira um art dealer atípico,já que de um verdadeiro gentleman se trata.Durante oito produtivos anos estabelecem uma relação de cumplicidade,amizade e profissional,estimulando e
desenvolvendo uma situação de profuso dinamismo ,quer no âmbito da
produtividade artistica,quer no campo de estratégia comercial propriamente dita.Alfredo Moreira sabe criar,desenvolver e manter uma agenda de clientes por todo o país,enquanto António Pessoa,desde muito cedo começando a fazer justiça à sua reputação de excelente profissional...
entrega-se ao oficio das artes plásticas com unhas e dentes,a um ritmo de fabricação, dizem os entendidos,só comparável a Pablo Picasso.
   E do dia para a noite,o jovem pintor torna-se num campeão de vendas o
que leva Alfredo Moreira a não hesitar,passando a comprar pontualmente toda a sua produção.
   António Pessoa,independentemente do facto de aos vinte e muitos anos
gozar do privilégio de uma situação financeira mais que invejável,progride
a passos largos tanto no dominio técnico como nas possibilidades temáticas,de pura expressão plástica,pensamento e inspiração.
   Estes são os Anos Dourados em que o artista pela primeira vez na vida
tem a certeza de que só há um caminho.Arte!
   Os seus tempos de nómada caprichoso e Dolce Vita mediterrânica iam
ficando nas brumas da memória,para darem lugar a um novo periodo, uma nova maturidade e um estilo de vida radicalmente diferente.
   António Pessoa é agora um homem financeiramente privilegiado e artisticamente estimulado e realizado.Contudo,não por uma questão de humildade gratuita mas sim ,melhor dizendo,por pura consciência filosófica;não se deixa ofuscar pelo brilho do sucesso nem se deixa
ensurdeceder pelo som estridente dos clarins da vitória.
   E a prova disto é sobejamente conhecida,já que ao longo dos anos que se seguem,nem a fama nem a glória,vão exercer qualquer efeito na
sua personalidade e muito menos no seu comportamento,social e
profissional.
   António Pessoa nestes primeiros anos da década de noventa compra um novo apartamento em Vila Nova de Gaia,deduz-se que como simples investimento,já que de seguida muda-se para o Algarve.
   Durante cerca de dois anos,vive,namora,trabalha e deleita-se no seu
espaço favorito de Portugal.Aqui,em Armação de Pêra ,produz as suas
primeiras telas panorâmicas de grande dimensão e de temática essencialmente histórica,exaltando o passado glorioso de Portugal,bem como alguns dramas que a todos nos dizem respeito.
   Desta época pode-se fazer especial alusão e referência à Conquista de Lisboa,Aljubarrota e 1755.
   Alfredo Moreira não se deixando surpreender,já que por então menos do artista sabe que não pode esperar,não deixa contudo de sentir uma crescente admiração por António Pessoa,pela sua prolífera imaginação e
muito particularmente pela sua quase sobrehumana capacidade laboral.
   Os ares e a vida do Algarve,como sempre aliás,são de um modo geral,
benéficos para o artista,contribuindo enormemente para um perfeito estado anímico como também para uma excelente condição fisica.
   A sua relação com Armanda Lamy,algarvia de gema e tradição,dá-lhe
o equilibrio necessário para que se sinta no seu absoluto elemento.
   Viajam à noite por todo o Algarve e ao fim de semana são frequentes umas escapadelas a Sevilla,Vila Nova de mil Fontes,Évora e até Lisboa.
   No entanto,apesar do panorama idilico e ideal e como não há Bela sem senão,a relação entre os dois começa a deteriorar-se à medida que Armanda Lamy parece dar sinais de pretender muitissimo mais do que a
Arte de Bem Namoriscar em Toda a Sela!
   António Pessoa,já pai de dois filhos e divorciado,não se sente à altura de semelhante compromisso.Ele e Armanda Lamy já levam um ano juntos
e para o artista,tal como tudo o que é bom acaba,parece-lhe que a situação chegou a um grau de tensão insustentável.
  Começam as suas viajens cada vez mais frequentes ao Porto até ao dia em que decide ficar.
   Infeliz com a forma como tudo terminou,o artista entrega-se freneticamente ao trabalho,criando nesse ano em que de regresso volta a viver na cidade Invicta,um impressionante desfile de óleos sobre tela,acrilicos e aguarelas.Porém o Porto irremediavelmente entristece-o,
provoca-lhe essa indomável e inexplicável sensação de nostalgia e penumbra emocional.
   De passagem por Vila Nova de Cerveira com o seu filho que aí estudava,resolve dar uma vista de olhos mais além do rio Minho.Galiza.
   Vigo!!!
   E aqui,em meados dos anos noventa,mais precisamente em 1996,dá-se
o inicio da sua mundialmente conhecida Época Romântica e igualmente o
inicio propriamente dito da sua brilhante carreira no país vizinho.
   Contudo,de minha justiça digo eu,não convém nem podemos esquecer de que foi no Porto,Portugal,onde  António Pessoa,pelas mãos de Alfredo Moreira,obteve a sua primeira grande oportunidade,a qual,e a César o que é de César,o artista soube aproveitar com o brio,entusiasmo,
honestidade e capacidade de trabalho que são,por assim dizer,as caracteristicas da sua marca!
  
  
   
 
                             Anabela Tavares
 
 
 
 
Image
   
   
             ARTE - António Pessoa - ARTE !
 

Arte,Antonio Pessoa - Arte é um conceito absolutamente português,
visando uma nova aposta do artista em território nacional,com uma
linguagem e expressão adequadas às nossas gentes,sem pretender entrar em pretenciosismos de pseudo-erudição,mas pelo contrário fazer chegar a arte e o artista preferivelmente a uma vasta camada da população.Estamos aqui com essa atitude apoiada pelo próprio artista,
o qual precisamente acredita que é tempo de mudar um pouco as coisas ( para melhor!),no sentido de partilhar uma forma de literatura visual tão bela como as Belas Artes e quase tão bela como o belo país que é Portugal.
    Comentava recentemente Pierre Fontanals num artigo sobre António Pessoa para o Xornal Galicia,o estigma de Portugal viver ainda numa atmosfera terceiro mundista,referindo-se ao facto de só abraçar os seus valores ou a titulo póstumo ou quando depois de triunfarem no estrangeiro e chegados a uma idade avançada receberem por fim (que remédio) o reconhecimento atrasado do país que os viu nascer.
   Pensem o que quiserem,especialmente aqueles que pouco se aventuram no país vizinho,seja em trabalho ou lazer,mas o certo é que estas piadinhas subtis aos espanhois "les encanta!".
   Pierre Fontanals,aliás um bom rapaz e grande amigo nosso,pense ele o que quiser.Verdade seja dita aqui estamos nós para pelo menos tentar virar tudo ao contrário.António Pessoa é nosso,pertence-nos e tudo o que estiver ao nosso alcance,não pouparemos esforços em estabelecer uma relação desde hà dez longos anos em Stand By.
   Por estas e por outras, Arte - António Pessoa - Arte, tem como objectivo primordial aproximar o artista de Portugal e vice-versa.
   Se para Vicente Fernández Lago, administrador da Obra do artista na Galiza e Portugal,tanto se lhe dá como se lhe deu esta situação de "nem de mãos dadas nem de costas viradas",para Luis Santiago o caso muda de figura,já que independentemente do facto de ser amigo intimo e colaborador de António Pessoa,vive em Barcelona hà mais de trinta anos
e é com especial orgulho que testemunhou e testemunha a crescente reputação e cotação internacional do artista,concluindo sem o minimo vestigio de mania das grandezas que António Pessoa é um dos grandes embaixadores de Portugal no mundo da arte contemporânea.
   António Pessoa,para o qual esta triste "irrealidade!!" parece,enfim,
coisa de pouca monta,de certeza não perdendo sequer uma hora de sono por esta causa sem causa,contenta-se e até se poderia dizer que se dá por satisfeito com a atenção global que o seu trabalho vai despertando,
dando-lhe até,a bem dizer,um certo prazer em poder gozar de um quase total anonimato sempre que visita Portugal.
   Para Don Vicente Fernández Lago,as razões que vão alimentando esta balsâmica indiferença são mais que lógicas,pois , verdade seja dita e publicada,realiza-se bem mais comercialmente com a Obra do artista português em Espanha do que no Reino de Sócrates!
   CarvalhoPintodeSousaLand!
   Arte - António Pessoa - Arte, é um projecto de tranquila comunicação,no
idioma de Camões,apenas um projecto,não uma revolução.Os portuguêses decididamente que o merecem,justamente agora em que tão na moda está essa coisa dos Grandes Portuguêses.E falando no Diabo,uma coisa do arco-da-velha,já que Maria João Pires ficou nos últimos dos cem e o António Oliveira...bem mais à frente,e escandalizado ficou o Dr. Mário Soares.E esta,hein?Cá por mim,com certa razão.
   E a questão fica no ar!Será que os portuguêses sentem desesperadamente a falta de Grandes Portuguêses ou será que os Grandes Portuguêses sentem a falta de Portugal?
   Arte - António Pessoa - Arte tenta de alguma forma contribuir para a
eliminação deste lapso,ainda de todo não crónico ,porém roçando a
tragico-comédia.Luis Santiago(Barcelona),Rafael Medina (Lisboa-Madrid),
Veronica Amaral (Lisboa),Gabriela Hoffman(Estoril) e eu própria,por agora
constituimos o Todo desta transpiração de pura carolice,ainda que
muito generosamente António Pessoa nos continue decorando as paredes de nossas casas com o que ele melhor sabe fazer.Pintura!
   E efectivamente é a pintura de António Pessoa que tencionamos divulgar ao público português um tanto ou quanto adormecido com papas de sarrabulho e "Morangos com Açucar"!!!A ideia de Luis Santiago deu-nos um entusiasmo que sem sabermos nos faltava.
   Merecemos finalmente uma referência cultural com pés e cabeça e
decididamente pernas para andar.
   Arte - António Pessoa - Arte,acaba por reunir cinco pensamentos num só discernimento.Uma equipa consciente de que algo de muito importante
no seio da arte contemporânea se está a passar.Um algo muito artistico,
genial e muito português,o inventor de si mesmo e agora que já não restam dúvidas, o inventor da Nova Era !
  
  
   
                    Anabela Tavares
 
 
Image
   
   
                        Amsterdam,Nederland
 

Enquanto os lobos uivam e os cães que ladram...não mordem,Mr.Jacob
Kotsky,amigo pessoal de Vicente Fernández Lago e amigo intimo e estreito colaborador de António Pessoa desde finais dos anos 90,a partir de 2003...
começa a interessar-se pela feitura da biografia do ainda jovem artista.
   Em 2003 escreve um sem número de artigos sobre a vida e Obra do pintor,traduzidos do inglês ao castelhano por Luis Santiago e editados
na publicação do catálogo La Época Romántica de António Pessoa.
   No entanto só em 2006 Jacob Kotsky começa realmente a escrever a um ritmo acelerado,os capitulos mais interessantes e relevantes da vida e Obra do artista.
   Ainda que About Antonio Pessoa,um livro que promete e compromete,
por agora não passe de uma infinidade de apontamentos dispersos e anacronicamente fragmentado,tudo indica que venha a ser muito brevemente uma realidade enciclopédica,biográfica,mordaz e sobretudo
profundamente analítica.
   Através desta biografia o leitor viaja no tempo até aos dias em que António Pessoa vive entre Londres e Amsterdam,ganhando a vida como pianista e já estabelecendo seriamente uma forte relação com as artes plásticas.
   O adolescente António Pessoa entra no mundo da pintura com a naturalidade desconcertante daqueles a quem o talento não lhes falta.
   Num caso muito particular,Amsterdam é uma cidade em plena ebulição social,cultural e cosmopolita,o palco perfeito para um jovem curioso e irrequieto.Enquanto Portugal,mergulhado num conturbado periodo pós-
revolução e pós-guerra colonial teria sido o golpe de misericórdia para um
espirito sensivel e já habituado ao avanço social do norte da Europa,para
António Pessoa, Holanda é um quarto de brinquedos,que é como quem diz,um epicentro de actividades diversas como música,teatro,arte...e sexo!,que o artista aproveita e assimila ,desenvolvendo a sua intuição emocional e criativa e projectando-a sem pedir licença em todas as
actividades em que participa,música,teatro e finalmente a pintura.
   António Pessoa vive seis anos em Amsterdam (ou Amsterdão!),seis intensos e aventureiros anos trespassados aqui e acolá por algumas timidas e curtas visitas ao seu pais de origen,ainda muito a preto e branco
para o apetite cromático do jovem talento.
   Contudo estes loucos e felizes tempos em terras flamengas,são ciclicamente interrompidos pelas inúmeras visitas que faz a Paris,Londres,Berlim e Copenhaga (Copenhagen!).António Pessoa de
"blue jeans" e "moon beams",também visita Veneza,Grécia e por duas
vezes Marrocos.Umas vezes só,outras vezes com amigos e por último com a sua companheira holandesa,Yvonne Smit.
   Também é com Yvonne Smit que António Pessoa passa os seus últimos tempos na Holanda,vivendo sete meses em Groningen e regressando a Amsterdam para uma derradeira despedida.
   Estamos em meados dos anos 80, quando o artista com vinte e poucos anos de idade regressa ao Porto em jeito de visita de médico,para logo
viajar para o Algarve e sul de Espanha,onde durante alguns anos interrompe dràsticamente a sua actividade pictórica,vivendo única e exclusivamente da música,tocando o piano em hoteis e pubs desde Albufeira até Málaga,desde Torremolinos até Ibiza.
   É esta ilha balear que António Pessoa visita pela primeira vez com apenas quinze anos de idade,que muito anos depois vai ser o seu cantinho paradisiaco e o seu Home Studio semi-tropical.
   Em 1998 o artista luso viaja de automóvel até à sua querida cidade holandesa para um reencontro depois de tantos anos.
   No entanto só a partir do momento em que se instala em Barcelona,
António Pessoa desloca-se a Amsterdam com frequência entrando em contacto com velhos amigos e fazendo novas amizades,desta vez quase todas elas de uma forma ou de outra directamente envolvidas no mundo das artes plásticas.
   Em última análise se Porto é a sua cidade Natal,para António Pessoa,
Amsterdam,Nederland,ficou,é e sempre será decididamente uma das suas cidades favoritas!
 
 
                        
                    Anabela Tavares
 
Image
   
   

                     O Ciclo Zodiaco


 
   Se muitos pensam, e a verdade é que pensam,que grande parte de êxito de António Pessoa foi tudo uma questão de sorte,estão redondamente enganados.Talvez,digamos,que muito possivelmente o artista tenha nascido com o "coiso" virado para a lua,mas o mais certo e justo é efectivamente concluir que Pessoa...António parece ter sempre sabido fazer-se rodear e acompanhar de colaboradores não só polifacéticos mas essencialmente inventivos.
   E um grande exemplo desta teoria foi a posta en prática do Ciclo Zodiaco em 2003,já o artista vivendo e trabalhando em Barcelona.
   Tanto Luis Santiago como Pierre Fontanals mostraram-se à altura da situação tanto mais que a operação foi concluida com extrema eficácia,
organização e actuação em termos de tempo real,aquilo que no corrente anglicismo se conhece por "Timing".
   O Ciclo Zodiaco,inventado por Gala e Salvador Dali em Paris em plenos anos 30,baseava-se na idea de que cada colecionador de arte se comprometia a adquirir um quadro do artista catalão uma vez por ano.
   Isto somado por algumas dezenas de colecionadores permitiu a Gala e Dali usufruir de uma metódica situação financeira que por assim dizer lhes permitia um nivel de vida adequado às extravagâncias do casal sem deixar obviamente de mencionar o facto que esta tranquilidade económica
fez com que o então jovem surrealista pudesse de facto dedicar-se de corpo e alma ao trabalho sem a necessidade de fazer qualquer tipo de cedências.
   Dito e feito.Pierre Fontanals conhecedor deste modus operandi,
aproveitando eu desde já a oportunidade de referir e salientar o facto de que seus pais eram amigos intimos de Salvador Dali,convence António Pessoa a fazer o mesmo,ou pelo menos a  editar uma nova versão da ideia.O sitio e o momento eram mais que propicios,isto é,Barcelona 2003,
precisamente numa altura em que a Obra do artista luso começa a chegar e a suscitar interesse não só na Europa como também no outro lado do Atlântico,nomeadamente Chicago e Indianopolis.
   Por conseguinte,mãos à obra e a arregaçar as mangas.Pierre Fontanals,António Pessoa e Luis Santiago,com a imprescindivel participação de Vicente Fernández Lago,começam a recompilar todos os clientes da Obra do artista aré à data.Em 2003,segundo fontes fidedignas
o resultado final ascendia a mais de um milhar de regulares.
   O projecto e o programa do Ciclo Zodiaco foi enviado imediatamente via postal ou e-mail,obtendo num curto espaço de tempo uma adesão satisfatoriamente surpreendente.
   Deste modo António Pessoa libertava-se de compromissos pouco aliciantes com galerias de arte,passando a vender directamente aos colecionadores e a organizar exposições da sua Obra por sua própria conta e risco.
   A sua situação financeira triplicava de un dia para o outro,um fundo de maneio que o artista e os seus colaboradores através de um excelente trabalho de equipa não perderam tempo em investir,viagens Europa e Estados Unidos,longas estadias em luxuosos hoteis,web designers,
e dinner-parties onde era convidada a elite de Barcelona,potenciais novos colecionadores,jovens criticos de arte de toda a zona Euro e como não podia deixar de ser directores de galerias de arte,os quais mesmo não usufruissem do privilegio de se encontrarem no top 10 dos VIP,dadas as novas circunstâncias,também não eram nada para se deitar fora.
   António Pessoa,mais do que nunca antes,envolve-se num sistema de trabalho,divulgação e comercialização da Obra,totalmente independente do lento e entediante esquema das galerias de arte.
   Muito mais que proveito financeiro,estimulo laboral e satisfação pessoal,o Ciclo Zodiaco traz à vida de António Pessoa uma refrescante dose de adrenalina,inspiração,tranquilidade e decididamente,motivação.
   Hoje em dia e graças ao Ciclo Zodiaco,o artista luso conta com um número,a bem dizer,inconfessável de clientes regulares da sua Obra,que em última análise lhe permite dar-se ao luxo de efectivamente poder escolher as opções e situações que mais lhe agradam e certamente as mais adequadas ao seu temperamento,Obra e ambições .
 
 
                        
                    Anabela Tavares
 

Image
   
   
                      TODOS ESTES 10 ANOS !

 
   Mais uma vez,depois de dois anos,Hotel Albergaria Don Manuel abre as
suas portas ao público galego e do norte de Portugal para outra retrospectiva da Obra de António Pessoa.
   Ao que parece segundo fontes fidedignas muitas outras exposições do artista luso estão previstas aqui mesmo no jardim à beira-mar plantado.
   Justamente a Obra que por estas terras galaico-portuguêsas foi aqui
executada pela inspiração e mãos do artista,parece que por cá fica ,pelo
menos na sua esmagadora maioria.No periodo de Vigo,1997-2002 , mais de 3.000 óleos sobre tela nasceram para a eternidade no estudio de António Pessoa,para não falar das centenas de aguarelas,técnicas mistas
e acrílicos sobre papel.Conveniente também é não esquecer que o
controverso album Black and White foi concebido e editado no espaço destes super-produtivos anos.
   Após uma época de relevante trabalho do autor nos primeiros anos da década de 90,estimulada e comercializada por Alfredo Moreira enquanto
António Pessoa viveu no Porto ; Vigo,Galiza,Espanha recebe de braços abertos um artista português até à data desconhecido em terras do Finisterre.Vigo será,durante cinco divertidos anos de intensa fertilidade artística,a cidade onde Antonio Pessoa vive e trabalha e se apaixona pela terra e pelas suas gentes,inclusive acabando por contrair matrimónio com uma espanhola.
   António Pessoa acaba por tornar-se no artista luso mais conhecido em terras galegas de todos os tempos.Hoje em dia nem mesmo Vieira da Silva
parece gozar de tanta popularidade.
   Numa terra de boa gente,mas onde os portuguêses até hà pouco tempo eram olhados de soslaio,António Pessoa consegue a proeza das proezas
tornando-se decididamente num excelente embaixador de Portugal.
   Porém,o artista desde muito jovem habituado aos pros e contras de se ser estrangeiro (...e português!) em vários paises europeus,nomeadamente em Amsterdam e Londres onde viveu durante seis anos...em terras galegas não se deixa ficar pela simples visita,mas sim acaba por ser aceite como património cultural da velha Galiza.
   Lorenzo Quinn,filho do mesmíssimo Anthony Quinn,em finais dos anos
90 na noite da inauguração de uma exposição de esculturas de sua autoria,nada mais nada menos que no prestigioso Club Financiero de Vigo
conhece António Pessoa e incute-lhe,por assim dizer,um bichinho
chamado Barcelona.
   O artista luso ainda solteiro e depois já casado faz diversas viajens à
cidade Condal,BCN,Sitges e Castell Defels,acabando por instalar-se em Barcelona em meados de 2002.
   Aqui começa uma nova etapa da sua vida e muito particularmente a sua expansão na Europa e Estados Unidos.Vicente Fernández Lago,Luis Santiago,Nancy Igartiburu,Jacob Kotsky e Pierre Fontanals (entre outros)
acompanham-no nesta dificil mas fascinante aventura.
   Brigitte Lucas e Agnès Teixidó colaboram com o projecto de António Pessoa em Barcelona e David Leonardis em Chicago.2004 é um ano decisivo na carreira do artista na medida em que por uma serie de
merecidas e devidas circunstâncias é catapultado para uma nova escala de valor e reconhecimento ibérico e internacional.
   Talvez para desanuviar do reboliço da grande metropolis, António Pessoa em 2005 consegue uma autêntica pechincha e compra uma casa-estudio em Santa Eulalia,Ibiza,aquilo a que o artista não tardaria em chamar Home Studio.Home Studio-António Pessoa tem-se tornado quase numa lenda,como se de uma marca se tratasse,mas essencialmente o retiro paradisiaco de um homem que adora o mar,sol e natureza.
   Tirando partido da situação,Pierre Fontanals,Luis Santiago e o erudito
Mr.Jacob Kotsky aproveitam a ideia do Home Studio para criarem um
espelho mediático da verdadeira alma do artista.
   A partir de 2005 Antonio Pessoa regressa a Portugal e Galiza com certa assiduidade,no entanto sempre de maleta na mão e mais o seu habitual ar de resignação de um homem que no fundo o que mais lhe apraz e o faz realmente feliz é sem tirar nem pôr o velho critério de amigos amigos,
negócios aparte,profissão muito bem,mas paz e sossêgo.
   Enquanto Vicente Fernández Lago e os seus colaboradores locais preparam uma serie de exposições em Portugal e Galiza,2007,Antonio Pessoa faz os últimos preparativos para mais uma vez enfrentar o seu grande amor e a sua grande dôr de cabeça.Nova Iorque!
   Home Studio em Ibiza fica à espera do regresso do dono da casa,sem dúvida uma promessa de mais uma longa temporada de invenção,trabalho e Obra no seguimento da sua nova linha pós-contemporânea,The New Era.
   E ainda teimam alguns em dizer que já está tudo inventado?
 
                        
                    Anabela Tavares
 

Image
   
   
António Pessoa,Coração de Leão

 
António Pessoa,sempre fiel às suas convicções,sempre fiel aos seus enraizados principios de base,não se fazendo de rogar,porque nunca foi aliás o seu estilo nem sequer pretender ser o que não é,fazer o que não lhe compete nem amaldiçoar os anjos porque o mundo está como está,
...mais do que nunca igual a si próprio e mesmo na dúvida da saudável
meta-filosófica-física...seguro de si e de olhos postos no futuro,os pés bem na terra e a Arte no momento presente...
recusa ou ignora propostas ou situações alheias à sua indomável vontade...não certamente por cinismo ou arrogancia,mas sim sobretudo porque ao que tudo indica nada tem a perder,o que pode muito bem significar pura e simplesmente não ter medo de perder...o que nos leva a concluir que na pior das hipóteses ...só pode ganhar!
  No fundo e no todo,António Pessoa actua como sempre tem actuado.Imagina um quadro e pinta-o à sua maneira.
"I did it my way" de Sinatra se não fôsse o infeliz anacronismo poder-se-ia pensar que este tema foi escrito a pensar em Pessoa,António Pessoa.
  "My way" no entanto ainda pode vir a ser o hino de um artista português
,porque nasceu em Portugal...acima de tudo um europeu,já que Europa
é o seu palco favorito,desde o romantismo de Amsterdam,a cidade que o viu crescer até ao brilho semi-tropical de Barcelona,cidade onde reside
e trabalha .Desde Paris,cidade por onde passou mil e uma vezes e mil e uma histórias até Ibiza,a ilha dos seus amores e aventuras de fins de Primavera.
  Porém a questão importante neste momento,é decididamente o seu teimoso pacto com a situação perfeita.António Pessoa rejeita situações mediocres talvez com receio a ter uma indigestão...mas em última análise,o mais certo a bem dizer,é que o artista luso é o prototipo do homem que sabe sempre o que quer.
  Aquilo que o torna numa Pessoa dificil ,justiça seja feita à sua reputação,não será certamente um humor de bradar aos céus,mas sim
um Coração de Leão que não se deixa domar nem com chicote e muito
menos com palavras meigas.
  Simplesmente António Pessoa inventou um estilo de vida,numa selva de betão,feroz e perversamente ambígua.Por assim dizer,não querendo abdicar da sua invenção,o artista muito frequentemente diz Não!
  Ouvir o artista dizer que Sim,muito possivelmente é porque alguém...ou uma situação...abriu-lhe o apetite,abrindo as portas do seu Coração de
Leão!
  A história como sempre continua,na arte,na vida,no mundo,como uma saga infinita,como só um anjo na selva poderia conceber!
 
           Luis Santiago
 
                 Barcelona, 10/3/07

Image
   
   

           António Pessoa - Contemporary Plus
  O artista luso António Pessoa,a partir de 2006 que sem dúvida parece abdicar das suas velhas influências e interferências,rompendo bruscamente com os tradicionais modelos,mitos e os últimos vestigios da
sua tão polémica,boémia e academica Época Romântica,1997-2002.
  Barcelona,foi desde 2002 o principio do seu Stand By necessário,o seu periodo de reflexão,consagração no país vizinho,um progresso mais que evidente a nivel de maturidade pessoal e um acumular de experiências,
tudo isto inevitàvelmente culminando numa transformação absolutamente
metamorfósica e justamente,como não podia deixar de ser,absolutamente
drástica no domínio das artes plásticas.
  A Nova Era - The NEW ERA, António Pessoa - é precisamente a prova inegável de uma nova tomada de consciência plástica,de intuição cromática e de expressionismo conceptual inovador.
  Longe estão os tempos de Atlantis,Vigo e Porto,discotecas,pubs,noites
de boémia e aventuras mas acima de tudo longe estão os tempos em
que António Pessoa ainda vibrava e brindava com os velhos mestres do século vinte,nomeadamente Francis Bacon,Vieira da Silva,Matisse,Picasso
, Dalí,Kandinsky...para não mencionar as desventuradas influências da
retrogada pintura galega.
 
  António Pessoa,despe os trajes das velhas e obsoletas vanguardas e
renasce frescamente exorcisado como se de um novo personagem se
tratasse.
  Amaldiçoado por uns e admirado por muitos,o certo é que o artista português promete um futuro artistico,humano,profissional como aliás era
de esperar.
  Mais que contemporâneo,António Pessoa dá claramente a entender que as
suas ambições plásticas vão muito mais além do "Fashion",na verdade o
artista decide sem avisar dar um grande salto em matéria de invenção plástica
passando do Neo para o Plus.
  Eu,pessoalmente ainda que não surpreendido,pois outra coisa do homem não
se podia esperar,devo no entanto reconhecer- na mesma e precisa medida em que muitos jovens criticos de arte já isto têem como dado adquirido e facto
consumado - que António Pessoa mais do que Veni,Vidi,Vici... ultrapassou-se a
si mesmo com a coragem a que já nos tem habituados e como um dos grandes
portuguêses de sempre!
 
        Luis Santiago
 
           Barcelona, 7/3/2007
 

Image
   
   

            António Pessoa  -  Self-Bio
 
  Em finais de Setembro 2006,António Pessoa dá inicio a uma nova colecção da já popular e bem badalada série New Era.Uma nova Época desde hà já algum tempo levantando alguma polémica-ainda que ligeira- ,New Era de António Pessoa vai tomando proporções e dimensões consideravelmente serias e que sem dúvida ,pura e simplesmente promete.
  Self-Bio,justamente a mais recente colecção de António Pessoa,apesar de ainda a dar os primeiros passos suscita um interesse especial e particular dado que se inspira efectivamente nas memórias do artista,de conteúdo justamente autobiográfico.
  Após quase três anos de interregno,o coleccionador e critico de arte Jacob Kotsky,mais uma vez retoma e segue pontualmente o desenvolvimento da nova Época de António Pessoa,tanto um como o outro em mutua sintonia e muito especificamente sintonizados com o projecto em comum.
  E enfim,as boas noticias são que não restam dúvidas de que New Era de António Pessoa nasceu para viver uma longa vida,pois já hà muito que efectivamente deixou de ser um sinal de mudança para ser uma flagrante da vida real,da Arte real de um artista que muito mais que contemporâneo é já um simbolo relevante do neo-futurismo das artes plásticas.
  Depois de Yellow collection,Art on white,Remix e Black on white,agora Self-Bio , independentemente do seu conteúdo temático de pura inspiração autobiográfica,equaciona inovadoras e interessantes combinações de forma e cor,um nivel técnico visivelmente superior e um dominio de impacto visual imediato - como não podia deixar de ser - absolutamente presente e melhorado.Vamos a isso!

 

 

   Luis Santiago



this site  zoomshare  the web